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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como projetar uma praça

Hoje no Blog Arquitetemos estou inaugurando a seção "Como Projetar..." Ela vai estar aqui com o propósito de apresentar os parâmetros para a projeção de uma obra específica. Para a inauguração, eis que irei apresentar os quesitos básicos e detalhes que devem ser pensados e levados em consideração na hora de projetar uma praça pública ou privada.

Vamos lá?

Como projetar uma praça

1- Função. Em primeiro lugar deve-se saber qual a real função da praça. Pode ser uma praça para leitura, para tomar sol, para receber pequenas bandas, para recreação infantil, para caminhada... Defina a função da praça para chegar ao objetivo final com mais facilidade.

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2- Localização. O entorno da praça deve ser levado em consideração para ela ser mais desfrutada. Uma praça localizada perto de uma escola ou perto de comércio lojista, por exemplo, deve ter um espaço para barraquinhas de cachorro-quente ou carrinhos de sorvete que serão muito requisitados na saída da aula ou no verão.

3- Topografia. Um terreno 100% plano é algo bem difícil de se achar. No caso, isso não é problema algum quando se tiver criatividade o bastante para aproveitar cada declive e aclive do terreno. Utilize de degraus ou escadas pequenas ou rampas suaves para se alcançar os diferentes platôs. Aterrar todo o espaço para se ter um local plano não é interessante. É importante lembrar que, nos espaços em que o terreno ficou inclinado, não daria certo colocar bancos de descanso, pois mesmo que muito pequena a inclinação, ao se sentar no banco isso se tornaria perceptível e desconfortável.

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4- Paisagismo. A escolha das plantas deve ser condizente ao clima do local e à função do local. Certas flores atraem insetos perigosos e algumas folhagens necessitam de atenção especial por acumularem água facilmente. Plantas que dão flores brancas atraem morcegos, portanto, não deve ser utilizado se a função da praça será receber pessoas à noite. Árvores com grande copa fazem boa sombra às crianças que estarão brincando e aos que buscam uma caminhada. Mas se a praça tiver um espaço para banho de sol, árvores com pequena copa arborizam e permitem maior entrada da luz. Atenção também à grama: há espécies que resistem mais ao pisoteio e respondem diferente de acordo com a intensidade do sol. Lembrando que a primeira função da praça é arborizar uma parte da cidade e escoar a água da chuva; se for necessário cimentar uma parte do solo, há placas porosas que não impermeabilizam o terreno e nem deixam poças.

5- Elementos decorativos. Bancos, grades, playground, postes... Tudo deve ter a devida atenção na hora da implantação. Bancos com pontas agudas se tornam perigosos em praças com playground, árvores caducifólias exigem limpeza constante, espelhos d'água se tornam perigosos em local de intensa transição, coretos podem ser um porto morto se não houver outros atrativos no local…

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Para finaliza, gostaria de lembrar um exemplo que li em um livro¹ onde se tratava da recuperação de uma praça pública de Lima, capital do Peru. O governo “embelezou” os espaços públicos e resolveu expulsar a população andina que usufruía da praça como local de comércio e sociabilidade. Porém, a imposição do uso contemplativo das praças e parques inibiu a preservação do significado original e da função que esses lugares adquiriram para a população limenha. Obviamente, o projeto que excluía a população da sociabilização não agradou e o espaço se tornou praticamente um ponto inútil na cidade.

 

Fontes: Croquis retirados do site Vitruvius

[¹] P.P. Funari e S.C.A. Pelegrini “Patrimônio histórico e cultural” – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Transmissão do futuro - HDA Paris

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Não importa o quanto você rode pelas estradas de diferentes partes do mundo, uma coisa nunca muda: as torres de transmissão  de energia elétrica, com sua treliça pesada de ferro galvanizado que interferem na paisagem bucólica dos campos e deixam uma moldura bagunçada e suja na cidade.

Essa realidade já está mudando na Itália! Batizado de Dancing with Nature, o projeto do parisiense Hugh Dutton (HDA) foi o campeão numa proposta para encurtar as linhas de transmissão de Roma, proposta pela empresa Terna. O projeto modificou os conceitos de torre de energia, interferindo menos na paisagem e utilizando uma quantidade mínima de material para transmitir alta voltagem.

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A grande sacada da proposta é o design flexível que se curva ao vento, fazendo alusão as árvores. As torres de desenho arrojado e contemporâneo se adaptam às diferentes condições de cada terreno, o que proporciona uma paisagem nada monótona, já que não haverá torres iguais.

Embora o custo da concretização do projeto seja maior em relação aos modelos clássicos, haverá uma economia na transmissão.

No vídeo, representação gráfica dos principais projetos para transmissão de energia elétrica.

Fontes: ArchDaily e HDA Paris

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Brasil e a Copa do Mundo

A Copa do Mundo é nossa!

O ano de 2014 é um ano muito esperado pelos brasileiros apaixonados por futebol, mas enquanto a copa não chega, os que se deleitam são os apaixonados por arquitetura.

Aos 30 de Outubro de 2007, diretamente de Zurique, Suíça, o Brasil foi o país escolhido para abrigar os 64 jogos da Copa de 2014 em 12 estádios espalhados pelo território. Para mostrar que faz bonito não só no futebol, estão sendo reformados 6 estádios e construídos mais 6. O problema é que, com pouco tempo para terminar, muitos deles estão nas fases primárias e outros nem começaram ou estão parados por falta de verba.

A arquitetura de cada dia dá-nos hoje

Não pense que ser um estádio para a copa é fácil! Para ser nomeado tal, é preciso corresponder aos requisitos da FIFA que não são nem poucos nem humildes! Para encarar a responsabilidade de entrar para a história do futebol, os arquitetos rebolaram para fazer um projeto que coubesse às exigências que vão desde o estacionamento até a construção sustentável.

O manual corrente contendo todas as regras de construção do estádio é utilizado desde 2004. Entre os requisitos mais importantes, estão: mínimo de 30mil assentos para jogos internacionais, 50mil para um jogo final de Copa das Confederações e 60mil para a final de uma Copa do Mundo; deve haver hotéis, centros comerciais e aeroporto nas proximidades do estádio. Para maior conforto do público e dos jogadores, o estádio deve estar construindo de forma que o sol não ofusque a visão de ninguém e ao mesmo tempo a cobertura esteja com uma abertura suficiente para insolação e ventilação adequada. No quesito segurança deve haver escadarias, portões e corredores sinalizados e livres de obstáculos; câmeras de vigilância interna e externa e ao menos uma sala de primeiros socorros a qual o público possa acessar facilmente estando dentro ou fora do estádio.

A FIFA também exige gramados com 105m de comprimento por 68m de largura e os assentos devem corresponder a uma medida mínima imposta pela Federação. Além disso, não deve haver barreiras separando as arquibancadas do campo de jogo e todos os torcedores devem ter uma visibilidade perfeita do campo.

Quanto à sustentabilidade, foram apresentadas imposições no mínimo interessantes e que deveriam ser adotadas não só pelos estádios que receberão a Copa. Green Goal é o nome do programa da FIFA para a redução das emissões de CO2 em seus eventos. Focaliza pontos que vão desde a coleta seletiva de lixo à economia de energia com a utilização de painéis fotovoltaicos. Seguindo o pensamento verde, O Estádio de Brasília, segundo um dos autores do projeto o arquiteto Vicente de Castro Mello, a nova arena terá 87% dos pontos na escala de certificação.

“Queremos que a Copa do Mundo da FIFA de 2014 seja considerada os Jogos da Sustentabilidade, tendo destaque para a o papel da capital do país como referência mundial”, afirmou o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

“É importante também ter uma programação de utilização do estádio pois, mesmo parado, ele vai ter gasto com manutenção. Um estádio sustentável com captação de energia eólica ou solar e captação da água da chuva diminui esse gasto.” argumentou o arquiteto Vicente Castro Mello em entrevista à JovemPan OnLine, prometendo que o Brasil não vai ficar devendo quanto à arquitetura.

Os outros estádios que serão reformados além do de Brasília, são: Estádio Castelão (Fortaleza), Arena da Baixada (Curitiba), Estádio Beira-Rio (Porto Alegre), Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) e Estádio Mineirão(Belo Horizonte).

O Mineirão, segundo o arquiteto responsável pelo projeto Gustavo Penna, a reforma visa harmonizar e valorizar a cultura brasileira. A obra, afirma o arquiteto, será trabalhosa já que terão de ser feitos inúmeros reparos para que o estádio esteja de acordo com as regras da FIFA, entre eles rebaixamento do gramado e a construção da cobertura que será de metal e membranas de policarboneto.

Já em Fortaleza, o governo Cearense descartou a possibilidade de demolição do Castelão. Para compensar, o estádio passará por uma reforma “sem as extravagâncias europeias” com o objetivo de revitalizar a área urbanística. “Nós pensamos um estádio como um complexo esportivo-comercial que seja uma centralidade no bairro. Ele nunca será um elefante branco”, aposta Vigliecca, arquiteto responsável. As adaptações serão o aumento do número de assentos e algumas adequações às exigências da FIFA. Para enquadrar às normas do Green Goal, o projeto prevê a instalação de torres de geração de energia eólica e sistema de captação de águas pluviais.

Grama de ouro

O orçamento total das obras apresentado pela Confederação Brasileira de Futebol em 2007 beirava R$ 1,94 bilhão para reformar e construir. O último orçamento atualizado (junho/2011) apresentou a bagatela de R$7bilhões para reformar ou construir. “Este valor deve subir ainda mais, já que boa parte dos contratos não prevê a compra de assentos, refletores, gramados e das intervenções ao redor das arenas.” Argumentaram Rafael Massimino e Diego Salgado, redatores do site Copa2014.

De todas as doze obras, a que mais se encontra adiantada é a do Estádio Mineirão, em BH, apesar da greve dos trabalhadores em junho/2011 que reivindicavam melhores salários (a faixa salarial beirava o salário mínimo). A paralisação aconteceu no estágio de demolição de partes da área externa e colocação de estacas e blocos de fundações para as novas arquibancadas.

A maioria dos estádios se encontra em estágio prematuro levando em consideração o pouco tempo que há até a data final. Quase todos enfrentam problemas com suas respectivas construtoras e, apesar da abundância de recursos que fora liberado para cada um, as obras avançam lentamente. O estádio mais atrasado é o de Natal, o Estádio das Dunas, que após 1 ano de projeto, não teve montado se quer o canteiro de obras.

Sem abrir muita vantagem à frente de Natal, e com um custo nada simplório, o prometido estádio do Corinthians enfrenta problemas com verba. Após o veto da FIFA sobre o Morumbi, a cidade de São Paulo tem a construção da Arena Corinthians como única opção para fazer parte da Copa. Com a decisão tomada em cima hora, a construtora que assinou o projeto ainda dá por “indefinido” o financiamento de R$1bilhão e o sonho paulistano de celebrar a abertura da Copa vai ficando cada vez mais para trás.

O projeto mais caro fica por conta do famoso Maracanã. A reforma de um dos maiores estádios do mundo vai custar por volta de R$1,1bilhão. O alto custo tem uma justificativa: a estrutura do estádio de mais de sessenta anos está comprometida e só a melhoria da mesma acarreta um custo de R$400milhões. Para cobrir o valor total, será feito uma extensão da cobertura, aumento no número de camarotes e a reconstrução da arquibancada inferior. O preço salgado da obra também se justifica pelo fato do “Maraca” ser a sede das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de 2016.

Serão construídos 6 estádio em 6 estados a saber: Cuiabá com Arena Pantanal; Grande Recife com Arena Pernambuco; Manaus, Arena Amazônia; Natal, Estádio das Dunas; Salvador, Arena Fonte Nova e a cidade de São Paulo com a Arena Corinthians.

O fim da festa

Diante de toda essa euforia as mentes são ocupadas pelos transtornos da construção, mas poucas são as pessoas que conseguem ter noção de todo o impacto dessas obras na sociedade. Dentre os pontos positivos e os negativos, fica difícil dizer qual recebe mais notoriedade.

A princípio, todo o gasto com a celebração parece uma pisada de bola, já que os bilhões gastos “para inglês ver” poderiam ser utilizados nas áreas de saúde e educação. Apesar dessa ser uma ótica grosseira, é preciso levar em conta o retorno a curto prazo que o mercado receberá com o fluxo de turistas que, segundo o governo, são previsto 500mil deles injetando cerca de R$3bilhões no nosso comércio. É também esperada a criação de cerca de 20mil novos empregos. A longo prazo temos a valorização dos terrenos a cerca das obras; fato que pode tanto turbinar o comércio quanto selecionar a classe a usufruir do espaço e dividir ainda mais a sociedade.

Para aguentar o fluxo de pessoas durante essa época festiva, o Governo está dispondo de aproximadamente R$8bilhões para o melhoramento da infra-estrutura das cidades sede, como a melhora dos aeroportos e do transporte público. Natal e Fortaleza, por exemplo, antes dispunham de um aeroporto pequeno e agora terão um internacional. Legado esse que é indiscutivelmente de grande valia para a sociedade.

 

Texto escrito em Julho de 2011 para publicação no site de extensão acadêmica VIRAU da Universidade Sagrado Coração, Bauru, São Paulo.

 

Fontes:

http://www.copa2014.org.br/

http://www.portaltransparencia.gov.br/copa2014/

http://pt.fifa.com/worldcup/index.html

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Manifesto House

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A Casa Manifesto, construída no Chile em 2009 é a combinação perfeita entre containers e páletes. Encomendada pela Infiniski, projetada por James & Mau Architectura.

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A sustentação da casa se dá por duas metades de um container, que segura mais dois em cima. Uma das fachadas é decorada com páletes móveis que permite a entrada de luz de acordo com o gosto do dono.

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A construção custou cerca de 80mil euros, tem uma área de 160m², foi construída em 90 dias. Utiliza de painéis solares e energia eólica para autonomia de energia (70%).

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Fonte: http://www.containerhome.info

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reutilizando água de chuva

A melhor maneira de economizar água sempre foi reduzir o tempo do banho, não lavar calçadas, quintais ou carros. Mas todos sabem que nunca dá certo! Economizar no chuveiro é uma maldade e deixar o carro sem lavar é praticamente um absurdo. E o pior: nós que moramos no interior de São Paulo, fica muito difícil não jogar água no quintal na época de queima de cana-de-açúcar.

Buscando uma solução a esses aborrecimentos do mundo moderno, encontrei um sistema relativamente fácil e barato.

Saindo das calhas que estão em torno do telhado, há um cano que  direciona a água a um sistema de filtragem para então passar a água com menos impurezas a um reservatório (caixa d’água).

Antes da água chegar ao sistema de filtragem, é preciso ter um “decantador” onde será retirado todas as sujeiras que vem do telhado junto com a água como folhas e pedras. Essa espécie de decantador é feita a partir de um cano de pvc na vertical, formando um T com o cano na horizontal que sai da calha.

Utilizar telas em todas as entradas e saídas de água assegura que a água esteja livre de sujeiras, mas não que seja apropriada ao consumo. Esse sistema simples de captação de água da chuva pode ser utilizado para lavar quintais, carros e utilizar na descarga. Para o consumo é preciso tratar a água com cloro (consulte um químico).

Esse sistema não é melhor que o sistema subterrâneo, uma vez que o subterrâneo é relativamente caro e compensa pra quem ainda está em obras e tem um amplo espaço pro mesmo.

Garimpando no YouTube, encontrei essa animação que ilustra bem esse sistema externo de coleta de água de chuva.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casa de garrafa pet

casa_garrafa_pet_14 A reutilização de materiais que são descartados diariamente nos aterros e lixões das cidades ajuda o ambiente de duas formas: com a diminuição do lixo gerado e a redução dos índices de outros materiais que seriam utilizados.
Com esse pensamento simples e apoiado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um cidadão da cidade de Espírito Santo-RN desenvolveu um modelo de casa construído com Garrafas PET.
“Comecei a pensar em trocar os tijolos usados na construção das paredes por garrafas pet. Desse jeito, poderia resolver dois problemas de uma vez. Primeiro, ajudaria muitas famílias de baixa renda a sair do aluguel e a comprar seu próprio imóvel. Depois, contribuiria para reciclar um material que polui terrenos, rios e oceanos.”

 

Apesar de parecer um material frágil, as pet22 garrafas PET podem ser utilizadas tanto para o preenchimento de paredes, bem como para a execução de estruturas como pilares, arcos e etc. O Estudo feito na Faculdade de Engenharia da UFRN comprova a resistência desse tipo de material que não perde em nada para uma parede de alvenaria convencional.
Uma vantagem da utilização da PET é que a parede apresenta melhores resultados de isolamento acústico e térmico que a parede de blocos cerâmicos. Isso se deve ao fato do “bolsão” de ar contido no interior das garrafas que ajuda na contenção do calor e dos ruídos.
A parede construída com esse tipo de recurso é semelhante à um construída com bloco estrutural auto portante. Por causa disso, depois de construída as paredes não podem ser removidas.
Entretanto é uma boa opção para a construção de módulos habitacionais de baixo custo, que podem ser ampliados, seja pela construção de outras paredes de PET ou por paredes de tijolos cerâmicos.
Além de ajudar o meio ambiente, essa alternativa construtiva é interessante economicamente. A diferença de custo de uma casa construída com as PET pode chegar a uma redução de 40% dos gastos  numa construção convencional.

 

Extraído de: http://www.clebertoledo.com.br/blogs/arquitetura/

domingo, 26 de setembro de 2010

Eletricidade a partir de pedaladas

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Em uma academia de Nova York, vinte pessoas em bicicletas ergométricas pedalam furiosamente, estimuladas pelo treinador, e geram ao mesmo tempo eletricidade para o local.

O mecanismo é simples: um sistema colocado na bicicleta transfere a corrente contínua do dínamo ativado pelos ciclistas a um transformador, que a converte em corrente alternada de 110 volts.

Graças a essa idéia, o local que abriga a academia recebe a corrente gerada por seus próprios alunos, consome menos eletricidade e economiza dinheiro.

"Inventei o sistema em 2007, testei-o em 2008 em uma academia de Connecticut (nordeste) e o lançamento comercial foi no verão passado em Los Angeles, indo no início de 2010 para Nova York e Washington", conta à AFP Jay Whelan, presidente da empresa "Green Revolution", que patenteou o sistema.

Vinte pessoas criam cerca de 3 kilowatts em uma hora, a duração de uma aula de "spinning". Com quatro aulas diárias, a academia gera 300 kilowatts por mês, "que equivalem a energia necessária para iluminar uma casa durante seis meses", garante Jay Whelan, um engenheiro de 46 anos.

Nesse ritmo, em um ano os atletas conseguem criar energia suficiente "para abastecer 72 casas médias durante um mês", afirma o inventor do sistema.

Ainda que o New York Sports Club, no oeste de Manhattan, seja muito grande para se autoabastecer a partir do suor de seus alunos, outras academias menores poderiam alcançar esse objetivo, garante. 

Junto ao treinador Rick Meadows, que grita as instruções enquanto pedala com entusiasmo, uma árvore de vidro serve para medir a energia gerada, com uma luz que sobe ou desce, de acordo com os kilowatts gerados pelo grupo.

Cada sistema elétrico custa 1.300 dólares.

Fontes: extraído e adaptado http://portalexame.abril.com.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Museu do Amanhã – Rio de Janeiro

Com a iniciativa de revitalizar a Zona Portuário do Rio, a parceria entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e Fundação Roberto Marinho, trazem a construção do Museu do Amanhã, dedicado a ciência e tecnologia. A obra promete materiais reciclados e um projeto interessante de sustentabilidade: o teto será um painel de energia solar que trará aberturas para a incidência de luz.

Santiago Calatrava é o Arquiteto, natural da Espanha,que assinou projeto do Museu do Amanhã no Píer Mauá. O espanhol é renomado no ramo e ficou famoso com a Ponte sobre o Rio da Prata, em Buenos Aires e o museu de arte em Milwaukee, nos Estados Unidos

A obra terá uma área acerca de 20mil m² e um investimento de R$ 130 milhões, com entrega prevista para o segundo semestre de 2013.

Veja o vídeo do projeto:

Acompanhe a obra na Sala de Imprensa da Fundação Roberto Marinho

 

Fontes: FRM; JN; YouTube

domingo, 19 de setembro de 2010

Institut du Monde Arabe (IMA)

O “Instituto do Mundo Árabe” situa-se em Paris e tem como objetivo difundir a cultura dos países Árabes renovando laços com a Europa.

Inserido em uma área de mais de 25.000m², o edifício foi inaugurado em 1987 e abriga um museu, espaços para exibições, uma biblioteca, um centro de documentação, um auditório, um restaurante e oficinas infantis.

Foi projetado pelo francês Jean Nouvel, Gilbert Lezenes e Pierre Soria & Architecture Studio; selecionados em um concurso.

O que mais atrai olhares no prédio é a sua arquitetura moderna, característica de Nouvel. Não é para menos: a obra conta com um jogo de luzes de painéis com diafragma móvel acionado por células fotoelétricas.

A aparência é de mosaicos tradicionais adaptados à arquitetura contemporânea; as janelas são compostos de metal que se dilatam de acordo com as condições de luz exterior. O interior é anfitrião de um efeito de iluminação complexo e incrível, que vaza luz a partir de 30.000 aberturas!!! Devido ao fato da parede cinética estar de frente para o sul, o prédio controla a exposição térmica e a luz interior com um sistema unico.

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Fontes: Google Imagens; Wikipedia Language Beta; RAU Unicamp;